Roda de conversa com vídeos e dinâmicas: assim foi a manhã de Educação Continuada na Unidade Básica de Saúde Regional Sul. O tema do encontro, nesta quarta, 5, foi a Hanseníase. “Foi uma atividade diferente e que prendeu a atenção de todos. São mais informações para os agentes fazerem essa busca ativa e orientar os pacientes”, explicou a enfermeira Elisa Rodrigues Montaldi. Este trabalho teve início no Janeiro Roxo, mês de mobilização para prevenção e diagnóstico da doença e prossegue nas próximas semanas. “As equipes das unidades respondem muito bem a estas iniciativas e isso se reflete no atendimento prestado”, comentou a apoiadora da Atenção Básica, Miriam Cioffi Ayres. A Atenção Primária, muitas vezes é a porta de entrada para os serviços especializados, como os de tratamento da Hanseníase. “Esta parceria é fundamental e por isso sempre mantemos este canal de comunicação, este diálogo. Estas ações de educação continuada nas unidades visam o fortalecimento deste trabalho”, explicou a enfermeira Cristina Filomena Lazzari Gomes, referência técnica do Programa Municipal de Hanseníase.

Atenção aos Sintomas

Manchas esbranquiçadas, avermelhadas, acastanhadas, em qualquer parte do corpo e com diminuição ou ausência de sensibilidade, especialmente ao calor e ao toque; perda de pelos e alteração da sudorese na região das manchas; dormência em membros superiores e inferiores, além de nódulos que aparecem e desaparecem com frequência. A Hanseníase é uma doença crônica que atinge pele e nervos. Tem cura mas precisa de cuidados, para inclusive, evitar a incapacidade física.

Transmissão e Tratamento

Transmitida por meio de gotículas que saem do nariz ou por meio da saliva, a hanseníase é causada pela bactéria Mycobacterium leprae ou bacilo de Hansen. Assim que o tratamento medicamentoso tem início, é interrompida a transmissão infectocontagiosa. A hanseníase tem diagnóstico comprovado por meio de exames clínicos e laboratoriais, por isso é fundamental não ignorar os sintomas que podem indicar a doença. O paciente com hanseníase fica um ano em tratamento. Quanto mais tardio for o diagnóstico, maior será o tempo de observação e acompanhamento, podendo chegar a até dez anos. Além disso, um diagnóstico que demora para ser feito indica que pelo menos outras dez pessoas foram contaminadas e que também precisam ser investigadas e tratadas.

Atendimento em Poços

A equipe do Programa Municipal de Hanseníase é composta por enfermeira, dermatologista, nutricionista, laboratorista e técnica de enfermagem. Em caso de dúvidas ou de qualquer sintoma, é fundamental procurar atendimento médico na unidade básica de saúde mais próxima da sua casa ou diretamente no Programa, na sala 26 da Policlínica, das 12h30 às 16h30, de segunda a sexta-feira.

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