No dia 16 de março, após passar por um rigoroso processo de seleção,  o administrador hospitalar Ricardo Sá assumiu a superintendência da Santa Casa. De lá para cá, pouco mais de três meses depois, após muito trabalho em equipe e decisões difíceis, o Hospital conseguiu equilibrar suas contas, que nos últimos anos chegavam a um déficit de R$ 1 milhão mensal.  

O diretor financeiro da Irmandade, Fábio Alves, explica que redução de pessoal e melhorias de processos foram fundamentais na busca desse equilíbrio financeiro. “A Santa Casa vinha de um histórico de déficit mensal de aproximadamente  R$ 1 milhão e, neste mês de maio, com a redução de pessoal e melhorias nos processos, nós conseguimos equilibrar as receitas e as despesas. Ainda que a Santa Casa não receba tudo que produz, como é por exemplo a questão do extrapolamento, que é responsabilidade do Estado, a situação se tornou mais confortável, tendo uma proporção igual entre receitas e despesas. Agora nosso trabalho é manter uma despesa equilibrada e partir para uma melhoria das receitas”, relata o diretor Financeiro.

Essa melhora de processos foi possível muito por causa da criação da Diretoria Assistencial, que ficou a cargo da Responsável Técnica pela Enfermagem, Josiane Celis.  

“Nos últimos três meses nós trabalhamos com foco na redução de custos. Revisamos todos os nossos protocolos e padronizamos os kits para os mais variados tipos de procedimentos. Substituímos produtos de alto custo por similares de boa qualidade e de menor custo. Revisamos também contratos, atingindo dessa forma nosso objetivo, que é prestar uma assistência de qualidade, com segurança e economia”, explica Josiane. 

Para o diretor técnico da Instituição, Dr. Alberto Volponi, a Santa Casa está seguindo um caminho bom, apesar dos grandes desafios que surgiram  nessa época de pandemia.  

“Desde a chegada do Ricardo, nosso novo superintendente, nós estamos trabalhando bastante. Houve uma reformulação na fórmula de administração, foi acrescentado uma Diretoria Assistencial, que tem ajudado demais. Temos feito um trabalho com reuniões quase que diárias, reformulando uma série de questões, como a questão de medicamentos e a questão de protocolos médicos. Estamos reformulando setores, como o Pronto Socorro, onde tiramos aqueles pacientes de alta complexidade e levamos para a UTI. Hoje nós trabalhamos com 20 leitos de UTI, sendo 10 exclusivos para Covid-19, o que foi uma grande conquista para Santa Casa. As suítes estão praticamente prontas. Então, vamos ter mais 12 leitos a disposição da instituição. Também estamos reformulando protocolos assistenciais, onde vamos poder definir medicações e exames que poderão ser feitos para cada patologia. O objetivo é realmente ter uma instituição que tenha capacidade financeira de honrar seus compromissos, não haver atrasos nos pagamentos de nossos fornecedores, não haver atrasos no pagamento dos nossos médicos e, quem sabe um dia, ter uma melhoria na capacidade salarial da Instituição”, diz o Dr. Alberto Volponi. 

Para o superintendente do Hospital, Ricardo Sá, é esse trabalho em equipe que vem fazendo a diferença. “Nesses três meses, desde que cheguei à Santa Casa de Poços de Caldas, fica claro nas explicações dos nossos diretores o quanto nós conseguimos fazer mudanças e alterações nos mais diversos aspectos, desde a área financeira, na área assistencial, na área de procedimentos, na área de compras, na área de investimentos em medicamentos e materiais. Tudo isso redundou em uma melhor qualificação da Santa Casa, não só junto a população, mas também junto a Secretaria de Saúde e junto ao seu quadro de profissionais. Apesar da redução feita no contingenciamento de pessoas, os que aqui ficaram estão trabalhando com muito mais eficiência e com muito mais dignidade de trabalho. Esse é o resultado de nosso trabalho e daqui para frente vamos somente pensar em nosso crescimento”, afirma Ricardo Sá.

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