86: este foi o número de buscas ativas que os agentes de endemias da Vigilância Ambiental, setor da Secretaria Municipal de Saúde, fizeram em 2019, até o momento. As buscas ativas são visitas feitas às residências, atendendo as solicitações feitas pelos próprios moradores. Especialmente nesta época do ano, as ocorrências se tornam mais comuns por conta do clima que une períodos de chuva e de intenso calor. “Nosso trabalho visa a orientação das pessoas com o intuito de evitar os acidentes. Então, nossa equipe recebe o chamado e se desloca até o local para fazer a vistoria e identificar o porquê do aparecimento de escorpiões nesta determinada área”, explicou a agente de supervisora do Controle da Dengue, Márcia Helena Geremias de Paula.

Pedreiras ou ambientes com acúmulo de lixo, entulho e restos de alimento, estão entre os locais mais propícios ao aparecimento de escorpiões. Os escorpiões também podem ser encontrados próximos a córregos, cemitérios, construções e linha férrea. Eles se escondem em áreas perto das residências, de entulhos, embaixo de pedras, mato, lixo, tijolos, telhas e rede de esgoto. Dentro das casas, a atenção, em especial, deve ser para as saídas de esgoto e de água da chuva, ralos e caixa de gordura, pois os escorpiões procuram locais escuros. Feita esta identificação, os agentes também orientam os moradores. “Tampar as frestas das casas, não deixar nada entulhado, sempre ter o cuidado de conferir a roupa ou o calçado antes de vestir, telar os ralos e manter os quintais limpos e organizados são medidas importantes. O escorpião é atraído por baratas e baratas gostam de restos de comida, então a limpeza é essencial para a prevenção”, complementou Márcia.

O coordenador da Vigilância Ambiental, Jorge Miguel Ferreira do Lago, lembra a necessidade da prevenção, já que não existe controle químico. “Além de todos estes cuidados, é muito importante evitar os acidentes que ocorrem no contato direto com o animal, por isso evitar este contato é fundamental. Ocorrendo a picada por escorpião, a recomendação é lavar bem o local com água e sabão e procurar a unidade de pronto atendimento mais próxima e o mais rápido possível, para receber os cuidados necessários. Na região, o tipo de escorpião mais comum é o amarelo. O marrom é mais venenoso e eventualmente também pode ser encontrado”, informou Jorge.

Cuidados Preventivos

Segundo o Sistema Nacional de Agravo de Notificação, em Poços, em 2016, foram 29 registros de acidentes com escorpião; em 2017, foram 33 e em 2018 e em 2019, 31 casos registrados em cada ano. Vale reforçar as medidas que podem evitar acidentes:

– Verificar cuidadosamente calçados, roupas, toalha e roupas de cama antes de usá-los;

– Limpar periodicamente ralos de banheiro, cozinha e caixas de gordura;

– Manter camas e berços afastados, no mínimo, 10 centímetros da parede;

– Não acumular lixo e entulho nos quintais, jardins, terrenos baldios e ao redor das residências;

– Evitar a formação de ambientes favoráveis ao aparecimento dos escorpiões como restos de obras, materiais de construção e terraplanagem;

– Evitar a prática de queimadas em terrenos baldios, pois elas desalojam os escorpiões, entre outros animais;

– Preservar os inimigos naturais dos escorpiões, especialmente os animais de hábitos noturnos: corujas, lagartos, lagartixas e sapos.

Como já informado, os agentes de endemias da Vigilância Ambiental fazem busca ativa e atendem a solicitações feitas pela Ouvidoria Municipal de Saúde, pelo 0800 – 283 – 0324, de segunda a sexta, das 8h às 17h, com ligação gratuita. Os escorpiões capturados em Poços são encaminhados para a Secretaria Estadual de Saúde em Belo Horizonte, para a produção do soro antiescorpiônico.

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